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Lição 6 - 08/05/2016
Lição 6 - 08/05/2016

EBD JOVENS E ADULTOS - LIÇÃO 6

 A Lei, a Carne e o Espírito 

 

Jesus em várias situações foi acusado de quebrar a Lei de Moisés. Um exemplo bem notório é quando ele curava pessoas no Sábado, dia em que para os judeus não se deveria fazer nenhum tipo de trabalho. Jesus nestas ocasiões justificou sua conduta, afirmando que não há dia para se fazer o bem e que o Sábado foi feito por causa do homem e não o contrário (Conforme Lucas 6:1-9 e Marcos 2:27).

O que Jesus estava afirmando é que havia um entendimento superior da Lei que os religiosos não estavam alcançando. Um entendimento que fugia da compreensão dos Escribas e Doutores da Lei. O que os religiosos daqueles dias faziam (e muitos grupos ainda fazem em nossos dias) é inverter as prioridades e idolatrar as regras, fazendo das mesmas um trampolim para a elevação de seu próprio status religioso ao cumpri-las.

A Lei não é ruim: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Romanos 7:12).

Ruim é viver pela letra da Lei e não entender o que está por trás da mesma. Ruim é ficar preso à grafia dos regulamentos, principalmente quando esta dependência não aponta para nós mesmos, mas sim para nossos semelhantes em julgamentos grosseiros que não contemplam a real situação que envolve cada caso.

Na questão do Sábado, Jesus disse: “… O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Hoje há uma compreensão expressa em leis trabalhistas em quase todos os países do mundo de que é necessário pelo menos um dia de descanso semanal remunerado. Hoje entendemos (infelizmente nem todos) que não é o Sábado que é sagrado, mas sim o homem. O homem é sagrado, pois é o receptáculo do Espírito de Deus. Se o homem é o templo do Espírito Santo precisa ter sua saúde preservada. A guarda do Sábado, em grande parte, visava à preservação da integridade humana.

Então o entendimento da Lei era insatisfatório nos dias de Jesus? Sim, muito insatisfatório! Estes textos, entre tantos outros mostram isso claramente:

–  “Não vos deu Moisés a lei? e nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?” (João 7:19);

– “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” (Mateus 5:17);

– “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição?” (Mateus 15:3);

– “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;…” (Mateus 23:23);

– “Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça.” (Romanos 9:31).

Eis o motivo pelo qual os próprios Judeus rejeitaram e ainda rejeitam a Jesus: Eles observavam a Lei como sendo regras que outorgavam status religioso aos seus praticantes. Jesus veio, afirmando: Vocês estão fazendo tudo errado. Vocês pensam que estão cumprindo a Lei de Deus, mas na verdade vocês estão negando toda a Lei de Deus! Esta era uma das razões, pelas quais Jesus era odiado e rejeitado pelos judeus. Outra razão de ser odiado era o ciúme religioso que tinham de Jesus, pois além de não se submeter aos erros espirituais dos líderes religiosos e os desmascarar, ele ainda fazia muitos sinais que cativavam o povo. Jesus desmascarava frontalmente a hipocrisia deles, tirando-os de seu esconderijo religioso. Jesus era visto como alguém que se punha acima da Lei de Deus, quando ele apenas demonstrava que o entendimento que tinham da Lei era hipócrita e contraditório. Jesus fazia isso ao confrontar os líderes religiosos com uma interpretação inédita da Lei.

Mas que interpretação inédita era essa?

Em primeiro lugar, Jesus vivia espiritualmente as coisas de Deus. Não era um religioso. Quando citava a Palavra de Deus, fazia-o com naturalidade e absoluta autoridade espiritual, pois conhecia sua essência: “E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.” (Lucas 4:32).

Em segundo lugar, Jesus não olhava para a letra, mas para o espírito da Palavra, isto é, para sua verdadeira intenção. Jesus olhava para o amor da Palavra, para a graça da Palavra e para a justiça da Palavra.

Jesus demonstrou que sem o Espírito não havia como entender satisfatoriamente a Lei. Para se entender e obedecer legitimamente a Lei, é necessário ser guiado pelo Espírito de Deus. Um carro sem rodas não pode andar. Mesmo tendo um motor potente, sem rodas o carro só faz barulho e fumaça. Isso é tudo o que os líderes judeus faziam: “Barulho e fumaça”!

É aqui que os ateus e gnósticos tropeçam e caem. Não é possível entender as coisas de Deus usando somente os meios e argumentos usados em outras modalidades do conhecimento humano. Sobre isso Nicodemos, um mestre da religião em Israel, foi questionar a Jesus e obteve dele a seguinte explicação: “… Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” (João 3:5-6). Em nossos dias alguns grupos religiosos continuam distorcendo a Palavra de Deus e transformando o espiritual em carnal. O que é “nascido da carne é carne”! Entenderam senhores reencarnacionistas? Se houvesse reencarnação, o que segundo a Bíblia não há, após dez mil reencarnações continuaria valendo a afirmação de Jesus: “o que é nascido da carne é carne” É necessário nascer espiritualmente, pela fé!

Ao mesmo tempo em que é simples, é totalmente impossível de se entender a não ser que seja pelo Espírito. É como se aqueles que vivem apenas na natureza carnal produzissem e captassem somente ondas cerebrais de um padrão incompatível com as coisas espirituais. Seus esforços mentais não podem atingir a profundidade das coisas espirituais, pois estas estão em outra dimensão ou outro padrão de ondas que não podem captar ou alcançar. Eis porque a Bíblia diz tão categoricamente: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.” (Provérbios 1:7). Não há como crer em Deus sem antes se submeter a Ele.

Podemos afirmar que as pessoas não tem fé porque não se submetem a Deus! O pior é que não são apenas os “ateus” que não creem. Muitas vezes os próprios religiosos não tem nenhuma fé. Sua religião é meramente humana. Nada tem de sobrenatural. Seus adeptos não produzem fé e nem vida porque não tem, verdadeiramente, a Deus como o Senhor de suas vidas.

Mas como se submeter a um Deus no qual não se acredita existir? Sim, porque professar que se acredita em Deus não é garantia de que se creia verdadeiramente em Deus! Então como se submeter se não se tem fé? Esta difícil equação está intimamente relacionada ao intocável livre-arbítrio de cada um. Só o Espírito Santo pode levar alguém ao conhecimento de Deus e isso está relacionado a uma decisão pessoal. Jesus lançou esta verdade em rosto dos religiosos de seu tempo: “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus.“ (João 5:39-42). Os Grifos acima são meus: Estudar e pensar são atos do homem natural, mas querer pode nos levar ao sobrenatural para conhecermos o amor de Deus e termos vida!  O apóstolo Paulo resumiu este pensamento da seguinte forma: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.” (Romanos 10:3).

Mas se foi Deus quem deu a Lei porque ela se mostrou tão incompatível com as coisas espirituais? Qual a finalidade da Lei?

O que impedia o perfeito entendimento da Lei era justamente o pecado. Novamente Paulo mostra isso com clareza: “E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” (Romanos 7:10-11).

Quando vamos nos submeter a alguma radiografia de partes moles é comum o profissional de saúde injetar um contraste em nosso corpo para evidenciar com clareza o órgão a ser radiografado. Foi isso que a Lei fez. Ela evidenciou nossa natureza pecaminosa por demais maligna diante do caráter santo de Deus. Ao seguirem religiosamente as “letras” da Lei, os líderes judeus estavam há kilometros da Lei espiritual, pois no seu interior não se submetiam a Deus. Era tudo fachada!

A Lei não poderia ser entendida de forma natural, sem fé. Como já vimos, não se pode ter fé  sem submissão a Deus. Criou-se então um circulo vicioso.

A vinda de Jesus “quebrou” este circulo vicioso: “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” (Romanos 8:3).

Enfim, não há como pela religião, pelos esforços intelectuais ou pelas “boas obras” se chegar ao conhecimento de Deus, pois o único caminho é a submissão e a fé em Jesus, o qual é a única proposta de Deus para a justificação humana.

Paulo nos ajuda de novo: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a Lei a Justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.” (Romanos 3:20-22, 27-28).

Jesus afirmou que o pecado contra o Espírito Santo não seria perdoado: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.” (Marcos 3:29). Porque? Porque só o Espírito Santo, com a nossa concordância, pode nos abrir o entendimento e nos mostrar Deus. O Espírito Santo aponta para Jesus e Jesus nos conduz ao Pai.

Nossa prática religiosa produz fé e vida? Se a resposta sincera é negativa, então não há tempo a perder. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8).

BONS ESTUDOS

PROF.J.DIONISIO